1-
Sabemos que atrito é o maior inimigo dos conjuntos
mecânicos. Sabemos também que o atrito pode ser
evitado e que o melhor modo de diminuí-lo é
usando lubrificante e que ele pode ser um óleo ou uma
graxa.
1-a)
A primeira diferença é básica, os óleos
lubrificantes são líquidos e as graxas são
lubrificantes pastosos. Os óleos podem ser minerais,
ou seja, derivados de petróleo, não minerais,
como os óleos graxos, compostos ou sintéticos.
As graxas são formadas misturando-se um óleo
mineral ou sintético com um espessante, isto é,
um agente engrossador, que pode ser um sabão metálico,
argilas modificadas ou sílica-gel.
A terceira diferença é conseqüência
das duas primeiras. Embora as funções de cada
um sejam idênticas, as graxas são usadas em sistemas
mecânicos onde os elementos de vedação
não permitam uma lubrificação satisfatória
ou quando as temperaturas não são excessivas.
2-
Vantagens
da Graxa
Vantagens
dos óleos lubrificantes
-Consistência:
Forma uma camada protetora sobre a peça lubrificada.
-Maior
dissipação de calor
-Adesividade
em peças deslizantes ou oscilantes.
-Maior
resistência à oxidação.
-Operação
de rolamentos em várias posições.
-Menor
atrito fluido em altas rotações
-Lubrificação
instantânea na partida
3-
O atrito entre o cavaco e a ferramenta de corte afeta o acabamento,
a quantidade de calor gerada e a energia consumida durante
o processo de usinagem. Foi constatado que 2/3 da potência
despendida para realizar o trabalho, se converte em calor
de deformação e corte. O restante se consome
para vencer o atrito superficial da apara na ferramenta.
Este trecho tem duas palavras mágicas: atrito e calor.
A evolução da tecnologia dos materiais gerou
a necessidade de velocidades de corte cada vez maiores, que
por sua vez geram maior calor. Entretanto, isso só
é possível se mantivermos as superfícies
em contato em baixas temperaturas. É ai que entra o
fluido de corte, que é um fluido que diminua o calor
gerado durante as operações de usinagem.
4-
Resfriar
a ponta da ferramenta, o cavaco e a peça.
Lubrificar
as superfícies em contato.
Controlar
o caldeamento.
Possibilitar
um bom acabamento na superfície usinada
Lubrificar
as guias da máquina-ferramenta.
5-
Na verdade o consumo de óleo lubrificante em um veículo
é normal. O consumo geralmente é especificado
por km rodado ou por litro de combustível consumido.
6-
Anéis
de segmento gastos.
Altas
rotações do motor.
Altas
temperaturas de funcionamento.
Diluição
do lubrificante.
Sobrecarga
do motor.
Vazamento
do lubrificante.
7-
Controle
de atrito
Controle
do desgaste.
Controle
da temperatura.
Controle
da corrosão.
Transmissão
de força.
Amortecimento
de choques
Remoção
de contaminantes.
Vedação.
Pode
funcionar como meio isolante.
8-
Para que haja formação da película lubrificante,
é necessário que o fluido apresente adesividade,
para aderir as superfícies e ser arrastada por elas
durante o movimento; e coesividade, para que não haja
rompimento da película. Estas propriedades de um fluido
é chamada oleosidade.
9-
A lubrificação pode ser classificada em total
ou fluida, limite e mista.
Na lubrificação total, a película lubrificante
separa totalmente as superfícies, não havendo
contato metálico entre elas. Na lubrificação
limite, a película, mais fina, permite contato entre
as superfícies de vez em quando. Isto é, a película
é igual a soma das alturas da rugosidade das superfícies.
Já a lubrificação mista, podem ocorrer
os dois casos anteriores.
-
Longo período de utilização
- Altas temperaturas de funcionamento
- Lubrificação por salpico
- Lubrificação por bombeamento
Antiespumante
-
Agitação do óleo
Antiferrugem
Anticorrosivo
-
Preservar os metais
12-
O período de relubrificação dos rolamentos
depende da velocidade de rotação, do tipo e
tamanho do rolamento, da temperatura de operação,
choques e vibrações e, principalmente, da contaminação
pelo meio ambiente. Em geral, quanto menor o rolamento, mais
baixas as rotações, menores as temperaturas,
os choques e as vibrações e mais baixas as condições
de contaminação e portanto maiores serão
os intervalos de relubrificação. Os rolamentos
de rolos, em geral, devem ser lubrificados na metade do período
dos de esferas. Deve-se evitar, no entanto, o excesso de lubrificação,
que impede o movimento dos elementos rolantes.
13-
Devido
ao Lubrificante
Devido
a causas mecânicas
Falta
ou excesso de lubrificante
Corrosão
ou ferrugem
Lubrificante
inadequado
Desgaste
excessivo
Contaminação
do lubrificante
Quebra
de um dos elementos
Deterioração
do lubrificante
Retentores
inadequados
14-
Os filtros de óleos são responsáveis
pela retenção das partículas sólidas
oriundas do ar aspirado e do combustível que não
tenham sido retidas pelos filtros de ar e de combustível,
como também das partículas de desgaste do motor
e produtos não solúveis no óleo. Os filtros
tem uma importância decisiva no intervalo de troca de
óleo.
15-
Após determinado período de funcionamento do
motor, o óleo apresenta-se com suas características
modificadas devido à contaminação por
elementos externos ao óleo ou devido à deterioração
decorrente do próprio uso.
16-
Contaminantes provenientes do combustível: Foligem,
composto de enxofre e nitrogênio, combustível
não queimado, água.
Contaminantes provenientes do ar: Poeira, sujeira de outra
natureza.
Contaminação por água: Vazamento do sistema
de refrigeração e outra fontes.
Desgaste das partes metálicas do motor.
17-
A deterioração do óleo é devido
à sua oxidação e a depleção
dos aditivos, os quais desempenham suas funções
e se gastam gradualmente.
18-
A diluição do lubrificante é causado
pelo combustível, que se introduz no cárter
pela má vedação dos cilindros. A diluição
ocorre mais facilmente no inverno e nas operações
a baixas temperaturas, onde não se dão a vaporização
e combustão total do combustível.
19-
O verniz é conseqüência da reação
química entre o nitrogênio e enxofre e lubrificante
nas partes quentes do motor.
20-
A borra é formada pela emulsão da água
em óleo, estabilizada e espessada por sais de chumbo,
fuligem e produtos da oxidação.